HIV: ainda não nos livramos deste risco

Uma geração cercada de informações, outra muito segura de si, pais com vergonha de falar sobre sexo com os filhos, carnavais (de época e micaretas), sexo sem proteção em relacionamentos estáveis: está aí o cenário perfeito para a doença se alastrar.

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Dezembro marca uma série de acontecimentos que cercam o tema. O dia 1º do mês é emblemático: Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Pelo mundo todo, pesquisas trazem avanços que apontam para a cura da doença; A ONU anuncia novas diretrizes para o tratamento de adolescentes com HIV como público específico digno de atenção; No Brasil, o Ministério da Saúde determina tratamento imediato para quem se descobre infectado. Com tanta informação, cabe uma análise dos fatos.

Em números
Desde a descoberta do vírus no Brasil (1980) até 2010 foram registrados quase 600 mil casos. Houve redução entre 2002 e 2007, mas depois a taxa voltou a subir. No país, a doença leva a morte de 12 mil pessoas por ano.
Entre 1980 e 1997, 46% das crianças cujos pais estavam com AIDS também possuíam a doença; em 2009 esse percentual caiu para 18%, graças aos tratamentos disponíveis e o diagnóstico dos pais.

A “Era da Informação”
Há quem se deixe levar por boatos; há quem entenda superficialmente e divulgue informações equivocadas a seu modo, além dos que fazem os dois itens anteriores apenas por “humor” (de gosto duvidoso). Aos incautos quase informados: A Revista Super Interessante divulgou há algum tempo que as pesquisas sobre (uma eventual) cura para a AIDS estavam avançadas. Também há avanços em termos de vacina, objetivo pelo qual o Instituto Butantan segue em estudos. Para os que se dispuseram a ler, no entanto, a notícia não era apenas oba-oba. De forma bem realista, era dito que AINDA não se obteve a tal cura.

Sexo na terceira idade.
Graças às evoluções da medicina, a expectativa de vida no Brasil aumentou, existem diversos tratamentos e remédios para se manter saudável e feliz por mais tempo. E isso inclui ter uma vida sexualmente ativa. Mas essa turma toda que ingressou no grupo dos “praticantes” tem se esquecido de tomar alguns cuidados. É preciso usar proteção nessa idade? Se quisermos evitar doenças, sim! Foi-se o tempo em que se pensava que AIDS atingia apenas a drogados e prostitutas.

O tabu familiar de se tocar no assunto
Transforme o medo de falar sobre sexo com seus filhos. O problema geralmente é que o assunto traga conhecimentos impróprios para a idade, mas eu tenho uma notícia pra você: falar de sexo é diferente de falar de sacanagem. Por isso, aproveite o tema “saúde” e converse sobre problemas e prevenção. O que vale é o ato de amor, de se preocupar com seus rebentos.

“Mas meu compromisso é sério…”
O relacionamento não define o que a pessoa carrega no sangue. Além disso, o(a) parceiro(a) pode nem saber que tem o HIV. Na dúvida, faça o teste. Atualmente, os tratamentos permitem que a pessoa leve uma vida normal. Há cada vez mais pessoas quem têm o vírus e consiguem gerar filhos saudáveis.

“Mas foi só uma noite…”
Como o HIV não se transmite por etapas, uma noite basta para contrair o vírus. O número de infectados sobre logo após os diagnósticos de carnaval. Vamos lá, gente! Camisinhas são distribuídas de graça e aos montes nessa época. Literalmente, não custa nada usar.

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Espero que essas informações tenham sido benéficas a você. Um abraço e bom sexo a todos!

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