Como detectar (e se proteger de) um agressor

*"Eu te amo" em francês - a imagem é parte de uma campanha francesa que mostra as frases mais usadas para justificar as agressões.

*”Eu te amo” em francês – a imagem é parte de uma campanha francesa que mostra as frases mais usadas para justificar as agressões.

A violência contra mulheres já é considerada uma epidemia pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já virou rotina vermos nos noticiários homens que agridem, estupram, ameaçam e até matam suas companheiras (ou respectivas filhas, sobrinhas, mulheres em geral que têm menos poder físico perante ele) quando se sentem ameaçados em seus papéis dominantes. Ciúmes, não aceitação da separação, além de outras razões ainda mais banais têm servido de desculpa para diversos crimes. Até aí nenhuma novidade. A questão agora é um alerta para mulheres quanto a suas companhias.
Como mulher e como jornalista que pesquisa o tema, deixo aqui algumas dicas que aprendi com os estudos e com a vivência das agruras que cercam meu gênero. Basicamente, há duas categorias de potenciais criminosos: psicopatas (sim, eles estão entre nós e não apenas nos filmes) e aqueles passionalmente motivados. Comecemos pelos psicopatas:
1. Não são capazes de sentir empatia, solidariedade ou ter um ato de caridade sem segundas intenções;
2. Não se arrependem quando prejudicam alguém, mesmo sabendo perfeitamente o mal que causaram – tendo racionalidade e não afetividade;
3. Sentem prazer em dominar causando dor, humilhação, medo, etc. Muitos começam a demonstrar essas características quando ainda são crianças, torturando pequenos animais ou coleguinhas;
4. São pessoas frias e calculistas, mas que sabem usar charme (atributos físicos e “lábia”) para conquistar a confiança de suas vítimas. Não se deixe levar por palavras bonitas. É ver para crer onde mora, como é a família, o trabalho, os amigos.
5. Eles são os reis da mentira. Fique com a antena ligada para detectar contradições e deslizes. Na dúvida, desconfie.
6. Possuem propósitos bem específicos ao se relacionar com alguém. Buscam tirar vantagem em tudo. Portanto, não libere a senha do cartão, chave de casa ou do carro com tanta facilidade, mesmo que ele faça “cena”.
7. Agressividade, grosseria e comportamentos bruscos quando ficam frustrados em suas vontades – alegando posteriormente que já sofreram na infância, é uma fase ou que são assim porque amam demais;
8. Percebem quais são suas fragilidades em matéria de convencimento e usam isso a favor deles;
9. Acreditam que nunca serão pegos em suas trapaças e, por isso, vão se tornando cada vez mais ousados em seus intentos;
10. São manipuladores e mestres em “inverter” o jogo – colocar a mulher no papel de culpada pelos erros que ele comete;
11. Saem de cena quando não tem mais a fonte de seus interesses (dinheiro fácil, status, comodidade, dominação) para satisfazê-los e vão atrás do próximo golpe;
12. A única coisa capaz de fazê-los parar é a possibilidade efetiva de punição.

Quanto aos crimes passionais, geralmente são praticados por aqueles que se sentem donos da mulher. Sendo assim, moças, vamos evitar homens excessivamente ciumentos, briguentos, etc. Que tal deixar de dar (milhões de) segundaSSS chanceSSS para quem claramente não vai mudar. E não sou só eu que digo. As estatísticas também mostram.
Uma pesquisa da USP entrevistou 362 jovens e concluiu que 75% deles já sofreram algum tipo de violência física, verbal ou sexual durante o namoro, sendo as mulheres as maiores vítimas. Esse comportamento (tanto do agressor como do agredido) está se tornando natural. Ladies, isso NÃO pode acontecer. NÃO permitam!
A pesquisa também mostrou que a violência começa como verbal, vai para a física e descamba de vez na sexual. Então, não se submeta a esse ciclo – não permita que ele comece. Quando acaba o respeito é sinal que o amor acabou faz tempo ou nem sequer existiu. Tenha amor PRÓPRIO e orgulho de não dever obediência a um algoz. Arrume suas coisas e dê um tchau bem sorridente para ele. Não olhe pra trás e não tenha medo de seguir sozinha. O que te espera pode não ser a solidão, mas a SOLIDEZ.
Há uma frase bem clichê pra isso, mas é perfeita para a ocasião: Tem coisas que a gente não perde, e sim das quais se LIVRA.

Para saber sobre a pesquisa, clique na reportagem: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/10/tres-em-cada-quatro-jovens-relatam-casos-de-agressao-no-namoro.html

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