A química e seus efeitos na busca inconsciente pelo parceiro ideal

De química todo o mundo acha que entende. Basicamente, o que chamamos de “química” é conexão entre duas pessoas pela interação física, química e biológica de seus corpos emitindo e captando sinais (feromônios, expressões corporais sutis, entre outros) para identificar um potencial parceiro. [E não, eu não tirei esse trecho do Animal Planet. Agora vamos à parte mais “humana”].

Apesar de racional, o homo sapiens não está imune à ação da química sobre seus neurônios e, por conseguinte, às consequências que ela tem na percepção de mundo, nas vontades e idealizações que venha a ter. Sendo assim, é fácil entender porque muita gente atribui essa primeira atração (ou encantamento) o nome de “amor à primeira vista”, “paixão”, etc. A quem julgue e/ou condene os pobres seres que se deixam levar por esses sentimentos ou sensações. Um desconto pra eles, vai! Afinal, a natureza às vezes fala mais alto.

atracao-fisicaO problema é quando a química dá um nó nas sinapses e o homo fica menos sapiens. Há casos relatados em livros científicos, nos quais se descrevem síndromes [curiosos, falem comigo e eu indico a leitura], em que mulheres e homens se submeteram a longos períodos infelizes apenas encantados com a possibilidade de que o relacionamento desse certo. É claro que havia outros problemas envolvidos além do sexo, mas a química entre o casal se mostrava a base de um sentimento enganoso de perfeição na conexão dos dois. É inegável o papel que o sexo exerce na percepção de união e satisfação entre os parceiros – seja qual for o tipo de relacionamento em questão.

Uma dessas categorias que merecem nossa atenção são os casais “sem-vergonha”. Eles podem ser definidos como aqueles que brigam por qualquer motivo banal e depois acertam as contas na cama – isso de maneira frequente, indiscriminada e de modo prejudicial para pelo menos um dos dois (ou três, quatro…quem sabe!) Para esses, terapia não tem contraindicação. Ah! E favor não confundir divã com cama. Tudo bem que a atividade relaxa, mas não é bem por aí.

A química, por fim e para a felicidade geral da nação, não deve servir de abrigo para traumas, recalques, projeções de medos e modelos de parceiro(a)s ideais. A química é pra dar e obter prazer. E só. E vamos parar de nos enganar quanto achar que é a pessoa ideal simplesmente porque o(s) sino(s) toca(m) . Pode parecer “receita pronta” ou dica de “autoajuda” – mas não. No fundo, no fundo, é só usar um pouquinho de bom senso e moderação quando sentir aquela famosa química. Um beijo e muito prazer a vocês, bonitos!

*Tá aí o Zeca, que não me deixa mentir sobre os casais “sem-vergonha”…
http://www.youtube.com/watch?v=cPYy–TFmrU

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